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Um domingo abstrato

 A coleção de verão da Z Zegna foi descrita como um quadro de domingo: céu azul, pôr-do-sol amarelo-alanjado, tons borrados e uma infinidade de contrapontos que fazem dele, uma tela abstrata.

Alessandro Sartori, o designer por detrás da marca colocou na passarela algumas de suas marcas registradas: calças baggy, trench coats acinturados, ombros marcados e largos com modelagens sobrepostas, blazers cropped, perfectos e fechamentos laterais. No ar, algo descrito por Tim Blanks como um safári navy.

Construções clássicas dividiram a cena com modelos casuais. Nos tecidos, um tudo: tricoline, seda, laminados sintéticos envernizados, couro, tricô e acabamentos emborrachados. Coisa de gentleman.

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Fonte: Style.com

Por Doug Oberherr

O inverno de Yohji Yamamoto

Inspirado pela dualidade da juventude que mistura atitudes positivas com momentos de raiva, Yohji Yamamoto desfilou nas passarelas de Paris na última semana de moda looks que beiram o “punk-flower-power”, descrito por Meenal Mistry como uma espécie de “caminhada punk rumo à primavera”.

 

Na cabeça um penteado em espiral imitando um algodão doce multicolorido contrastando com o negativo de imagens de flores estampadas em vestidos, casacos e t-shirts. Sobrou espaço ainda para as transparências e misturas de couro e chiffon.

 

A paixão de Yamamoto pela história da moda, mais precisamente do século XVIII, fez com que o final de seu desfile fosse marcado por saias rodadas com armações aparentes, casacos longos, de veludo, com mangas bufantes e maxi golas. Na paleta de cores: vermelho, cinza e preto. Nos tecidos: couro, algodão, chiffon, rendas e organzas.

 

 

 

Fotos: Style

 

 

 

 

Por Doug Oberherr

O homem que Lagerfeld escolheu como substituto

Haider Ackermann recebeu toda a atenção da mídia nos últimos dias. Os motivos? Lagerfeld disse que Ackermann seria o substituto ideal e, não bastando, o nome dele ainda foi cotado para a direção criativa da Dior. Tem como querer mais?

 

O belga desfilou no dia 05 de março e trouxe uma coleção cheia de preciosidades, em tons marcantes e construções de alfaiataria sobre camurças, sedas e couro. Algumas marcas mais fortes do estilista como cinturas bem marcadas, pernas finas e longas, mangas arregaçadas e decotes estruturados fizeram parte da coleção que ainda brincou com dobraduras e torções nos tecidos.

 

 

O mundo sombrio da Chanel

Nas palavras de Karl Lagerfeld, “o mundo é um lugar obscuro”. E assim foi a coleção apresentada em Paris, no último dia 08. Para Tim Blanks – Style – a coleção lembrou o trabalho dos artistas alemães Caspar David Friedrich e Anselm Kiefer, que exploravam o sentimento de melancolia em suas pinturas. Kiefer foi mais além, utilizando suas obras para revelar alguns dos horrores do nazismo e retratar as ruínas que ficaram para trás na história.

 

Nas modelagens, a velha brincadeira da androgenia. Destaque para os efeitos destroyed, manchados e cropped/dropped. Incursões em modelos “neo-medievais” e góticos, com capas, túnicas e mantos. A ideia da coleção é inserir um ar mais jovem, contemporâneo e urbano nas criações da marca.

 

Para Lagerfeld os jovens querem vestir algo estranho mas ao mesmo tempo nobre. Daí as referências para as criações apresentadas.

 

Pugh na Semana de Moda de Paris

Um dos desfiles mais aguardados das temporadas de moda do hemisfério norte é o de Gareth Pugh. Ele é um dos raros estilistas que tem a coragem de seguir seus instintos e não se render às tendências do mercado. Suas criações são sempre autorais, únicas e dotadas de um espírito gótico que beira a perfeição.

 

Todas as peças seguem uma mesma linha de pensamento, embora enveredando por construções diversas e mantém a tal chamada “identidade da coleção”. Item raro hoje em dia, pois se vê tantas informações dentro de uma mesma coleção que você jamais poderia dizer que partiram do mesmo conceito ou do mesmo criador. Com Pugh a coisa é diferente.

 

Nesta temporada, o estilista adiciono um toque de cor em sua coleção, além dos tradicionais preto, dourado e prata. A escolha foi pela cor azul. Para a maior parte das pessoas, a cor simboliza a tranquilidade, a harmonia, a paciência, mas estudos revelam que o azul está relacionado à solidão, ao sentimento de desolação e auto isolamento.

 

E aí, Pugh colocou na passarela elementos que potencializam ainda mais o estilo de suas criações ou apenas quis deixar suas criações mais “vivas”? Qual a sua aposta?

 

 

 

 

 

Fotos: Style.com

 

 

 

 

Por Doug Oberherr

 

 

O line up de Paris

Vai começar a semana de moda de Paris. Última parada dos desfiles internacionais de inverno 2012, a temporada francesa é a mais aguardada pelos fashionistas. A explicação é simples: além de acontecer na cidade que é berço das grifes mais importantes do mundo, o line-up é recheado de nomes fortes, do calibre de Chanel, Balenciaga, Louis Vuitton, Christian Dior e Yves Saint Laurent.

Mas nem só de clássicos vive a semana de Paris. Nomes mais jovens que tem ganhado força no meio também fazem parte da programação de desfiles. Isabel Marant e Zac Posen são alguns deles. Pedro Lourenço, representante brasileiro, participa da semana pela terceira vez e promete uma coleção focada em peles.

Na passarela da Hermès, a primeira coleção sob a direção criativa de Christophe Lemaire, ex-estilista da Lacoste que assumiu o posto deixado por Jean Paul Gaultier no verão 2011. Já Stella McCartney e Chanel devem levar, como de costume, um time forte de famosos para suas primeiras filas. Anote já o line-up da temporada, que começa nesta terça-feira (1º de março):

 

 

 

[via @Vogue Br]

Dior Shoes

A Semana de Moda de Paris já terminou há um tempinho, mas ainda estamos “in love” com os modelos desfilados por John Galliano para a Dior. Confira as fotos:

 

 

 

 

 

 

fotos: reprodução

 

 

 

 

Por Doug Oberherr

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