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J&J Entrevista: Ricardo Michaelsen, diretor-presidente da Fenac

Ricardo Michaelsen nasceu em Novo Hamburgo, mas é cidadão do mundo. Formado em Contabilidade e com MBA em Administração pela FGV(Fundação Getulio Vargas), possui uma experiência de mais de 30 anos no setor de couros e calçados. Tem atuação em entidades como ABQTIC- Associação Brasileira de químicos e técnicos da indústria do Couro; AICSUL- Associação das indústrias de curtumes do Rio Grande do Sul; CICB- Centro das indústrias de couros do Brasil; IBTeC- Instituto Brasileiro de tecnologia do Couro, Calçados e acessórios. Atualmente, é o presidente da Fenac S/A Feiras e empreendimentos Turísticos, e entre outros assuntos, fala sobre a moda gaúcha e o mercado de eventos.

J&J O Sr consegue perceber uma diferenciação na moda do Rio Grande do Sul para o resto do país? Se sim, quais seriam essas peculiaridades?

Ricardo Michaelsen – Tenho viajado muito em função dos eventos promovidos pela Fenac. E nestas incursões, tanto pelos principais estados brasileiros quanto em alguns países da Europa, percebo uma multiplicação cada vez maior de estilos, muito focados no respeito às culturas de cada povo. Aqui no Rio Grande do Sul, o que notamos de peculiar com relação a outros locais, é uma utilização cada vez maior dos artigos em couro, muito além do sapato. São cintos, bolsas, jaquetas e outros produtos complementares que estão em evidência crescente, valorizando este item e desmistificando um pouco a questão do seu custo, até então tido como inacessível por boa parte da população.

J&J- Como o Sr vê a moda regional daqui alguns anos?

Ricardo Michaelsen Cada vez mais fortalecida, pois o gaúcho adora marcar presença em todas as áreas. Na política, no futebol e em outras áreas, todos têm sua preferência e fazem questão de ressaltá-la. Com a moda não é diferente. Assim que compreendida e valorizada, a moda regional passa a ser externada com orgulho e, portanto, antevejo aí uma ótima oportunidade de negócios para quem trabalha com este nicho. E, se for possível se antecipar as tendências, o planejamento empresarial certamente será marcado pelo sucesso absoluto.

J&J O quão importante o Sr. considera as feiras da região, do país e do mundo?

Ricardo Michaelsen São fundamentais tanto para quem produz quanto para quem consome. As feiras reúnem em um mesmo local os fabricantes, estilistas, empresários, imprensa e outros elementos comuns ao fortalecimento de um determinado setor. Não consigo mais conceber o crescimento de uma área, especialmente no que diz respeito à moda, sem a realização de eventos específicos e também multissetoriais, onde a moda faça uma espécie de incursão, apresentando as diversas nuances de sua utilização.

J&J Como o Sr enxerga a adoção de inúmeras empresas e pessoas adotarem como ferramenta de divulgação algumas mídias sociais, como o Twitter, já que o Sr tem e consegue o manter atualizado e interessante?

Ricardo Michaelsen Considero fundamental as mídias sociais. Temos que acompanhar a evolução e confesso que tenho me informado muito a partir do Twitter. E em respeito aos meus seguidores, também faço questão de manter o meu próprio Twitter atualizado. Não é um vício, mas é uma espécie de compromisso.

J&J- Levando em conta a experiência que o Sr possui, em sua opinião, quais deveriam ser as metas principais das empresas para se manterem e acompanharem o mercado de moda?

Ricardo Michaelsen – Participação em feiras é fundamental, assim como uma leitura dos principais veículos de comunicação direcionados a esta área. Viagens também são fundamentais, e contribuem para o crescimento empresarial.

J&J – Se pudesse fazer uma cronologia a respeito da história da moda de Novo Hamburgo em algumas linhas, já que o Sr faz parte dessa biografia da cidade, como seria contada essa narrativa?

Ricardo Michaelsen – Nosso contato com a moda começou muito cedo, pois trabalhei em fábrica de calçados na adolescência e já inventava alguns modelos exclusivos para a minha mãe. Em seguida fui trabalhar na Casa Floriano que era Top em moda da cidade. Neste período, fui manequim e visitei a primeira feira, que na época era a melhor FENIT (Salão Internacional da Indústria Têxtil), em São Paulo. Nós, hamburguenses, devido às fabricas de calçados e viagens constantes, respiramos moda de muitas maneiras, isso já esta intrínseco na maioria dos profissionais.


Por Marina Cezar e Priscila Pagnussat

Figurinista da novela Escrito nas Estrelas visita a Fimec

Natália Duran, figurinista chefe da nova novela das 18 horas da Rede Globo, Escrito nas Estrelas, estará nesta quinta-feira, dia 15 de abril, fazendo uma visita especial à 34ª Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes (Fimec), em Novo Hamburgo.

O encontro é promovido pela J&J Comunicação e pelo diretor da Fenac, Ricardo Michaelsen, que inclusive acompanhará Natália em sua primeira visita à feira.

A figurinista chega por volta do meio-dia a Novo Hamburgo e no início da tarde visitará a fábrica da Maraolo, em Nova Hartz, onde deve selecionar algumas peças para a novela. A visita à Fimec ocorre ao final da tarde, por volta das 17 horas.

Em dezembro de 2009 a Natália esteve em Novo Hamburgo selecionando calçados e vestuários da região para a trama global, que estreou esta semana.

Natália atenderá a imprensa na Fenac, sala VIP Agostinho Cavasotto, às 18 horas de quinta-feira.

Entre importantes trabalhos junto à teledramaturgia brasileira, a figurinista Natália Duran foi responsável pelo figurino de Paraíso, exibida ano passado. Em seu currículo ainda figuram tramas como Beleza Pura (2008), Paraíso Tropical (2007), Sinhá Moça (2006), Alma Gêmea (2005) e O Amor está no ar (1997), além de filmes como Gregório de Mattos (2003).

 

 

Por Gabriela Loeblein e Douglas Oberherr

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