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Frida Kahlo: Artista, ícone de moda e feminista

“Nada é absoluto. Tudo muda, tudo se move, tudo gira, tudo voa e desaparece”

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A mulher de flores na cabeça, bordado colorido, testa proeminente e personalidade forte. Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón, conhecida apenas como Frida Kahlo (1907-1954), certamente já inspirou uma fantasia de Carnaval sua ou de alguma amiga próxima. Muito além das flores na cabeça e da sobrancelha grossa, Frida deixou um grande legado para o mundo com suas pinturas, mas em especial para as mulheres. Símbolo da força e independência do universo feminino, a artista Mexicana estava muito à frente de seu tempo e, apesar de todos os percalços (como muitos problemas de saúde e um casamento conturbado), continuava cheia de vida. Agora em setembro as obras de Frida e outras artistas mexicanas desembracam em São Paulo, onde ficarão em exposição até janeiro de 2016. Mas Frida também teve grande influência para a moda, especialmente porque não sucumbiu ao padrão de beleza hollywoodiano de sua época, impondo seu próprio estilo e criando um personagem único. Externamente, ela aceitou aspectos de seu corpo que fugiam muito aos padrões da época — especialmente a sobrancelha unida e o buço. Mas Frida era cheia de contradições. Adotou as longas saias no estilo tehuana, da região de Oaxaca, no Sul do México, para esconder que uma perna era mais curta que a outra (sequela da poliomielite que teve na infância). As saias eram combinadas com corseletes e até com coletes de gesso que precisava usar por causa dos problemas na coluna com os quais conviveu a vida inteira após um acidente de bonde aos 18 anos.

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O estilo tehuana, região onde predomina o sistema matriarcal, também pode ter sido a maneira encontrada por Frida para se impôr e se manter altiva em um relacionamento marcado pelas traições de Diego Rivera. Por outro lado, os bordados coloridos, as flores delicadas, as rendas e as tranças, que lhe conferiam um visual alegre, foram sendo cada vez mais incorporados à medida que seus problemas de saúde se agravavam e sua dor aumentava.

Não importava a ocasião que fosse, Frida não sucumbia a outros estilos e era autêntica. Isso a ajudou a criar uma figura forte, que inspirou muitos estilistas ao longo dos anos. Alguns chegaram a dedicar coleções inteiras para ela. Foi o caso da Missoni (Primavera 2015), Valentino (Resort 2015), Alberta Ferreti (Verão 2014), Moschino (Verão 2012) e Kenzo (Inverno 2012), entre muitos outros. Frida continua sendo tendência de moda e neste verão, ela continua em alta com um mix de cores vibrantes, muitos flores e muita autenticidade. Por isso, separamos uma porção de looks
inspirados nessa figura importantíssima no mundo do estilo e da arte. Acompanhe.

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O estilo de Frida é tão marcante que as famosas não abrem mão de ousar na hora de escolher a artista como inspiração. Beyoncé feminista declarada, não abriu mão de se vestir como ela na Second Hallowen, festa de Dia das Bruxas das celebridades, juntamente com Blue Ivy sua filha. Belinda, cantora mexicana, fez um clipe inteiro com inspiração na sua conterrânea na música En la obscuridad. Já Katy Perry e Gwen Stefani, mais discretas na inspiração, apostaram na querida coroa de flores que já conquistou as antenadas em moda no mundo todo. Já no Brasil, a atriz Leona Cavalli interpretou Frida no teatro e ganhou eleogios pela atuação impressionante. Como ícone cultural mutável e fluído, a artista, ainda hoje é referência para novas coleções. Um exemplo, é a Coleção Caribean Queen da Innocenti Jeans para o Verão 2016 que traz a mulher cosmopolita, segura e sensual. A mulher que assim como Frida não tem medo de ousar nas cores, na vida e não esquece suas origens e suas influências. O mood é ousado e enfatiza o corpo curvilíneo. Já a beleza e autenticidade são refletidas em estampas multicoloridas inspiradas nas riquezas locais do México, país de Frida. A coleção é um híbrido do Brasil e sua originalidade e da vida, a obra e a imagem da artista plástica Frida Kahlo, o caliente verão mexicano e suas praias e a influência da tradicional festa de Dia dos Mortos.

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No dia a dia também vale a inspiração. Seja na autonomia e liberdade que Frida emana as mulheres ou nos eu visual do dia, vale ousar nesse estilo de vida. Olha só como pequenos detalhes inspirados na artista podem fazer diferença em qualquer look.

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Se joga nessa tendência ou melhor voe!
“Pés, por quê os amaria, se eu tenho asas para voar?” Frida Kahlo.

Recorte e cole

Quem nunca fez recortes e colagens de revistas?

A técnica muito utilizada com crianças, é a forma que o americano Derek Gores encontrou para fazer sua arte. Recortando e colando páginas de jornais e revistas, Gores cria belíssimas imagens.

Confira:

 

Arte com fitas cassete

Hoje em dia é incomum, mas há alguns anos, as fitas cassetes eram o meio pelo qual as pessoas escutavam música. E foi com este material que a artista Erika Iris Simmons faz a sua arte. Conhecida por usar livros, baralhos, cartões de crédito e materiais recicláveis em suas obras, Erika procura criar obras de arte tendo celebridades como inspiração.

Confira algumas das obras com fita cassete que mais achamos interessante.

Gotas D’arte

Fotografias feitas em lente macro são encantadoras. Coisas simples do dia a dia, ganham uma perspectiva incrível quando encaradas como formas de arte. Gotas d’água podem se assemelhar a joias, por exemplo. Essas fotos são frutos da sensibilidade de Sharon Johnstone, que mostra um mundo pouco admirado no cotidiano.

Incrível, não achou?

Sharon, entretanto, não é o único profissional que faz arte utilizando a água. O fotógrafo Juan Pablo Gaviria realizou juntamente com a empresa 360 Digital, um ensaio utilizando arremessos de porções de água. O toque especial, entretanto, fica com a inserção de cores. Essa técnica resulta em fotografias maravilhosas de “esculturas” de água.

Confira:

A “Era do Fogo” de Steven Spazuk

Artistas sempre encontram formas inusitadas para expressar seus sentimentos e intenções. Para isso, utilizam-se de sons, de imagens e de materiais que geralmente ignoramos. Ou algum leitor imaginaria que o retrato acima foi feito com fuligem de vela? Pois esta é a matéria-prima de Steven Spazuk.

Influenciado pela família, Steven tomou gosto pelo desenho desde sua infância. Na adolescência, passou a pintar com aquarela e pintura acrílica. Foi apenas em 2001 que o artista francês descobriu a técnica a partir da fuligem. De lá para cá, tornou-se referência com seus belos trabalhos.

 

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Nada como ser, de fato, um artista.

Para quem entende um pouco de francês ou inglês, confira mais sobre o trabalho do artista no vídeo abaixo:

A arte de Craig Alan

Um trabalho instigante.

O artista Craig Alan foi além da criatividade ao usar pequenas figuras de pessoas em suas pinturas para criar retratos de ícones da cultura pop e outras obras.

Craig nasceu em 1971 em San Bernardino, Califórnia. Sua primeira experimentação na arte foi em forma de retratos de rua, iniciativa que o fez aperfeiçoar o seu talento para reproduzir a figura humana.

A combinação de texturas elaboradas, matizes e composições, revela uma arte sofisticada e uma imaginação elaborada.

É o que percebemos claramente ao conhecer essas belas obras:

As fotografias-pinturas de Josef Schulz transpõem fronteiras

Para o fotógrafo Josep Schulz o computador é um dispositivo artístico para compor imagens. Em suas séries “sachliches” e “Formen”, ele têm como fonte de inspiração a arquitetura industrial real.

Para que os prédios ganhem sua forma “pura”, privados de suas características definidoras, Josep fotografa e edita as fotos, colocando os prédios arquitetônicos industriais em meia a campos verdes e naturais. Ele remove entradas, janelas, ou letras nas oficinas da fábrica e também vestígios de uso e declínio.

Edifícios tornam-se como pinturas, mas sem abandonar a sua origem. A proposta do fotógrafo artista é criar meios onde o espectador possa alternar  as esferas de realidade e do imperceptível e, assim, fazer com que ele atravesse a fronteira que os separa.

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Com informações de trendland.net 

Arte contemporânea brasileira

 Uma das maiores expoentes da arte contemporânea brasileira, Nina Pandolfo, lançou um livro com fotografias de seus trabalhos e da dupla Os Gêmeos (ela é casada com um deles), pela Livraria Cultura, no dia 04 deste mês.

Seu trabalho é marcado por grafites de meninas de grandes olhos em paisagens bucólicas e oníricas. Essa inspiração vem de sua infância vivida no quintal de casa e de suas quatro irmãs. Assim sendo, nada mais natural e que suas influências venham desses momentos de alegria.

Abaixo alguns trabalhos dela e uma entrevista dada ao jornalista Jô Soares. Para quem quiser saber mais sobre o livro, acesse o link da Livraria Cultura >> clique aqui. 

Fotos: Made In Brazil Blog e Nina Pandolfo Blog


E se o seu sapato tivesse um rosto?

 A artista Gwen Murphy tem um trabalho, no mínimo, inusitado: ela cria rostos em sapatos.

Formada pela Boston University College of Fine Arts, Gwen afirma que desde pequena conseguia encontrar personalidades diferentes em cada par de sapato de via. Alguns lembravam rostos sonolentos, outros pareciam “sorrir”. Com essa ideia ela desenvolveu uma série de peças em que molda rostos em sapatos e formas de modelagem, intitulada “Foot Fetish”.

Utilizando pó de argila e tinta acrílica ela cria modelos de sapato com olhos, boca, nariz e por aí vai. Temos uma amostra do trabalho dela logo abaixo:

 

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Para saber mais sobre ela e conferir mais “modelos”, acesse: http://gwenmurphy.blogspot.com/

A arte nua e única de Lucian Freud

Quadro de Kate Moss grávida, pintado por Lucian Freud

“Eu pinto pessoa – diz Lucian Freud – não precisamente pelo que elas parecem, não exatamente pelo que elas são, mas como eles deveriam ser.” 

Lucian Freud nasceu em 1922, na Alemanha, mas viveu toda sua vida na Inglaterra. Filho de pais judeus, Lucian era neto de Sigmund Freud. Estudou Cedric Morri’s East Anglian School of Painting and Drawing e expôs pela primeira vez, em 1944.

Seu trabalho é descrito como surrealista por justapor elementos de forma incomum. Seus maiores objetos de inspiração são os corpos. Amigos, parentes e até amores serviram como modelos para suas telas. Em seus trabalhos ele usava um tipo de empasto mais espesso que fazia com que o pincel fossem “limpo” a cada passada sobre a tela, criando pinceladas “únicas”.

Não se pode dizer que ele não viveu intensamente. Teve vários casamentos, mais de 40 filhos assumidos, foi professor na Slade School of Fine Art e colocou seu nome na História como um dos artistas mais importantes do século XX. Teve uma tela vendida pelo equivalente a 21,7 milhões de dólares, em 2008, e ganhou o título de obra mais cara de um artista vivo até aquele momento. O artista faleceu em julho deste ano.

“Freud sempre ia além do que as pessoas achavam necessário e nunca desistia de nada até que se tornasse desconcertante”, declarou William Feaver, curador da exposição que o artista ganhou em 2002, no museu Tate Britain, em Londres.

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