Li Edelkoort e suas propostas para 2010 e 2011

Muitos estilistas assim como a pesquisadora Li Edelkoort apontam que as tendências estão deixando de existir. A sociedade anda por caminhos e estes caminhos indicam o rumo do comportamento desta sociedade. Por sua vez, este comportamento é dotado de simbologias que as pessoas usam para se comunicar e são estes símbolos que servem para criar roupas e tudo o mais que as pessoas precisam (ou pensam precisar).

Por este motivo é que muitas vezes temos a nítida certeza de que certa roupa foi feita exatamente para nós. Que aquele móvel tem a nossa cara pois quem cria deve levar em conta a mentalidade de cada grupo social.

Designers e estilistas apostam em trabalhos autoriais e deixam, aos poucos, as regras que ainda se deseja impor. Walter Rodrigues e Lorenzo Merlino já não usam mais “tendências” para criar. Seguem as inspirações que simbolizam os períodos que a sociedade vive, obviamente vistos por perspectivas pessoais. Segundo Merlino, na década de 90 se um estilista não seguisse as tendências estaria fadado ao fracasso.

Hoje a coisa muda de figura porque se entende que a moda deve agregar um valor de exclusividade. E o que mais exclusivo que uma peça autoral? Para Walter Rodrigues as tendências são elementos para o fast-fashion, que precisam de elementos mais passageiros com o caráter de novidade constante.

Cada estilista trabalha para um público especial e por este motivo deve oferecer o que aquele público quer, não o que se tem como tendência. O objetivo deve ser o desenvolvimento de laços mais estreitos entre a marca e o público.

Em matéria de inspiração e criatividade, Li deixou bem claro que para os próximos anos o que vai reger a maioria dos trabalhos é a preocupação com a água e o fascínio que ela exerce. Desde os tons de azul, até os movimentos, a fluidez e a força da água serão temas muito presentes nas criações. “ Os tons serão claros como as águas. Teremos rendas que remetem à espuma das cachoeiras, o azul marinho que substituirá definitivamente o preto e que nos lembra a profundeza dos lagos.” Sobre as mulheres: “as mulheres de vestirão como sereias, com vestidos justos em formato de caudas”. Embora não seja uma tendência, é uma análise feita sobre o comportamento social de vários países. Li ainda frisou a importância que está sendo dada e a que ainda será dada à água.

Vale apena pensar sobre o assunto e trabalhar para que o tema não morra na praia.

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